domingo, 27 de dezembro de 2009

Já era.

Ô, Deus. Pra variar, aqui estou eu com milhares de coisas pra dizer e pouco tempo. Como 2009 está dando seus últimos suspiros e ninguém está mesmo com muito tempo, vamos fazer pequenas notinhas.

* A viagem a Ubatuba foi uma delícia. Isa, Joerson e Paulinho, vocês são os caras. Uma das viagens mais despretensiosas e divertidas da minha vida. Amei ficar esses dias mais perto da loucura boa de cada um. Volto logo pra tomarmos uma breja. E, assim que a Isa me passar as fotos, coloco algumas aqui. Mais do que colegas de trabalho, amigos queridos. E que seja sempre assim.

* Ah, descabacei o Kazinho na estrada. Eu e ele. Minha primeira viagem de estrada, fui e voltei dirigindo de boa (com a ajuda dos meus mais que foda copilotos). Yeah! É nóis!

* Meu sobrinho é a coisa mais fofa desse mundo e eu amo muito esse pequeno. Muito mesmo!

* Tem gente que nasceu pra ser idiota, e é provável que vá morrer idiota. E não tem jeito, não há o que fazer. O pior é quando você é amigo dessa pessoa e só vê ela fazendo merda e se fodendo. mas não tem o que fazer. Só esperar o momento de falar "Eu não disse?". Mas, como você é amigo, você não fala.

* Descobri que tem mulheres que passam a vida toda num esforço tremendo pra serem sexies e sensuais. E que existe outro tipo de mulher que faz de tudo pra não ser. E, olha, é bem mais difícil, viu? Volto a esse tema no ano que vem.

* Saudades é uma coisa que dá e passa. Porque a gente não nasceu pra ser idiota.

* Meus queridos ex-alunos que foram no Bar do Zé (a grande maioria deles) arrasam. Queridos, fofos, gracinhas. Beijos especiais para Mercadante, Brusco, Ricardinho, Dodoria e Guilherme.

* Amanhã embarco pra Salvador. A maioria dos meus amigos/colegas/conhecidos diz que não vou gostar. Pode ser. Talvez eu preferisse a Suíça. Mas que vou me divertir, ah, se vou! Posso apostar! Porque eu trabalhei o ano inteiro, como uma louca, em dois empregos, aturei tanta merda, cansei tanto e dormi tão pouco que mereço esses 10 dias cozida no mar.

* 2009 foi isso. Oh, céus, eu amaria fazer uma retrospectiva, mas não vai rolar, ok? Coisas boas, claro, coisas ruins, claro, no geral um ano bom, mais pra bom que pra ruim. 2010 vai ser melhor, como todo ano que ainda não chegou.

* Fico me perguntando se eu vou pensar em você na virada, na hora dos fogos, e decidi que não. Porque eu não nasci pra ser idiota, porque o tempo faz sua parte, por mais que demore (CARALHO, COMO DEMORA!), e porque eu quero e mereço coisa nova, oh, gente, diz se não mereço?!?! Que os fogos arrebentem aqui bem dentro e destruam tudo que tem de ruim. Vou fazer de tudo: banho de mar, de sal grosso, vou atrás de umas baianonas porretas na Bahia, jogar búzios, tomar surra de espada de São Jorge, qualquer coisa, mas tirar essa nhaca de mim. Deu, né?

* Dei de presente pra mim mesma 5 livros nesse Natal. Entrei na Cultura e saí feliz. Claro que eu queria ter comprado uns 500. Mas 5 vão bastar. Já li um e vou acabar o segundo entre hoje e amanhã. E na praia, mandar ver no Caim, novo romance do Saramago. Que entra ano, sai ano, mas o Saramago vem comigo (e esse vale a pena!).


Nem vou desejar aquelas coisas todas de todo fim de ano. Foda-se. Daqui a pouco a gente conversa e vê no que deu.

Te vejo no ano que vem!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Férias! Parte I

Então é quase natal. E eu vou ficar sem escrever aqui por mais uns dias. Amanhã desço pra praia com colegas professores. Só quero saber de cervejinha gelada, sol, chegar em casa, tomar banhinho, passar hidratante, sentar na mesa de jogo com o cigarrinho e mais cerveja gelada. E só.

Volto antes do natal e tento escrever, talvez escreva na praia, mas poste só na volta.

Volto, natal, viagem de novo. Deus é pai, dizem.

Último dia de aulas, último dia de trampo na agência, último show da banda do ano. Muito último esse dia. Espero que ainda traga surpresas boas essa última das noites, que pode ser a primeira. Ou que pode ser só mais uma. Vai saber.

Queria falar sobre a sensação de ser rainha, mas vai soar tão pedante que eu desisti. Só posso dizer que me diverti muito essa semana, especialmente nesses últimos dias. Me diverti com as situações acontecendo, caindo na minha cabeça, me surpreendi com as comédias da vida, com a minha sorte inesperada (ganhei um DVD player do nada!), com a minha imagem no espelho, com oportunidades profissionais. Eita semaninha bonitinha da peste. E coroada por férias. Férias gerais, férias totais. Me segura. Ou melhor, segura não, que eu vou!

Daí, perto de tanta coisa boa, o resto parece tão pequeno... tão bobo... claro que tem coisas que eu ainda quero, mas como é bom não ter com o que se preocupar, pelo menos não de fato. E no fim, é tudo lucro. Deu certo? Maravilha! Não deu? Tudo bem, tem tanta coisa legal rolando que dá pra escolher com o que se alegrar.

Já volto, tá? Fiquem bonitinhos aí, e divirtam-se também. Fica bonitinho por aqui, que tá chegando, o tempo passa voando, tá passsando a mais de cem, o que me assusta e me alegra. Mas não tenho presa, não. Tá tudo bão demais da conta!

Até a volta!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Vontade de escrever

Me deu uma vontade imensa de escrever. De novo. Mas escrever regularmente. Ando tão cansada, tão morta com esse fim de ano, tão puta com algumas coisas que estão acontecendo no setor profissional, tão cansada de tudo, tão sem vontade pra nada. Mas me deu vontade de escrever. A correria e o desânimo não deveriam ser motivos pra eu me calar. Eu deveria (e sei que poderia) tirar muitas coisas boas de toda essa fase. De toda essa maré estranha. Das coisas ruins do trabalho. Das coisas estranhas dentro de mim, da minha adolescência tardia que voltou de repente, da minha tarde no Hopi hari e daquilo que eu pensei bem na hora em que o Elevador desceu seus 69 metros em 3 segundos, daquilo que eu gritei na montanha-russa, daquilo que eu pensei ao ver tanta gente feia lá naquele parque, do cansaço que sinto nesses dias, da vontade de chegar em casa, me enfiar debaixo do edredom e ver filmes, das mancadas que dei com pessoas queridas simplesmente porque estava tão cansada que esqueci dos compromissos, da releitura que fiz de A Caverna, romance do genial Saramago, das partidas de jogos com os amigos, das chuvas que têm caído quase todo dia e daquilo que elas me fazem pensar, do som do Ray Lamontagne que eu descobri e no qual me amarrei, e daquilo que suas letras e suas melodias tristes me fazem pensar, da risada do meu sobrinho gordinho e gostoso, da arrumação que fiz no meu quarto, dos meus alunos que estão se formando e partindo pro mundo, das despedidas, do natal, do fim do ano, dos sonhos pro ano que vem. São tantas coisas, tenho tanta vontade, tenho até preguiça.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Banho de sal grosso

É como eu digo: pode vir, que eu aguento! Que aqui bate e volta. Não derruba, não. Pode tontear às vezes, mas derrubar não derruba, que eu sou uma raça ruim da pôrra!

Apresentação da Ópera do Malandro nesse sábado que passou. 3 sessões, uma seguida da outra, 15h, 18h, 21h. Eu tô andando hoje por milagre.

Foi bom. Foi muito bom. Pra mim foi um processo muito difícil, desde o começo. Muito mesmo. Uma mistura de vários sentimentos, mas o de querer fazer parte sempre superou todos os outros. Diversas vezes pensei em abandonar o barco, achei que não ia aguentar. Mas sempre aguentei. E valeu a pena, porque foi muito bonito.

Mas depois eu comento mais do geral. Quero falar da zica. Da urucubaca. Do exu trancarrua (que a nova reforma ortográfica deixou ainda mais feio).

Sessão das 15h: 2 apagões no teatro, no meio da peça. Na primeira cena, pra ser mais exata. Sumiu tudo, luz, som, apagou geral. Eu, heim?

Sessão das 18h: meu microfone head set falha na minha música com Teresinha. Puta, pego o reserva de punho. No meu solo, o reserva de punho também morre. Mas eu sou ruinha, sou taurina, sou brasileira e não desisto nunca: canto sem microfone e que se foda. Claro que fiquei puta, claro que depois dei piti, mas não ia deixar essa merda de zica impedir as pessoas de me ouvirem. Pôrra...

Sessão das 21h: o salto da minha bota quebra em cena. No meio da cena. Que se foda: arranco a bota em cena e continuo. Tinha por milagre um sapato vermelho na mala lá no camarim, troquei e acabei a peça sem ser descalça.

Agora, fala pra mim: que urucubaca é essa? Segundo alguns amigos, é o mal que eu desejo pras pessoas que volta pra mim. De boa? Eu nem sou tão ruim assim. Só falo o que eu penso e o que eu sinto, mesmo que não seja bonito. E não fico nessa onda desejando o mal dos outros... de vez em quando passa pela minha cabeça, mas é só.

Agora, se for castigo, ou se for mau-olhado, ou se for inveja, azar, urucubaca, zica, o que for, meu bem, PODE VIR. Vem quente que eu fervo, meu amor. Ah, eu fervo. Tenho medo, não.

Bate aqui e volta, coisa ruim!!!

Pull me under, I`m not afraid! (Dream Theater)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Inaugurando dezembro, o último mês...

Sabe quando você olha mas não pode tocar? Mas toca sem poder, sem dever, e queria poder pegar? Ou toca de leve querendo tocar forte, ou toca forte, como se fosse normal, como se nem percebesse, como se não se importasse, quando na verdade você queria tocar muito de leve, deslizar os dedos, escorrer, derreter a mão? Sabe quando você olha de perto e o seu coração dispara dizendo “eu quero”? E você ri de si mesmo, pra não gritar? Sua boca se contorce num sorriso de desespero misturado com alegria misturada com dor misturada com desejo misturado com aflição misturada com satisfação misturada com ansiedade? E as luzes todas parecem estar contra você, e você não sabe mais o que fazer pra apagar da sua testa aquilo que está escrito em néon (mas ninguém parece ver)? E as músicas que você ouve alto calam fundo no seu peito, comprimem, apertam, machucam de um jeito bom e ruim? E os movimentos do outro te matam, e os seus movimentos te matam, você tem vontade de sair correndo e esconder a cara de idiota na privada mas fica ali parada, sorrindo feito besta. Olhando. Viajando. Falando sozinha, procurando desculpas na sua mente, procurando explicações que sejam criveis pro caso dos outros perguntarem no que você está pensando, por que está rindo. Sabe quando tudo queima, gela, o coração acelera, você pensa milhares de palavras por milissegundo, você aperta as mãos bem forte pra evitar fazer aquilo que você quer mas não pode ainda?

Sabe?

O nome disso é vontade. E é ruim, mas é bom demais.


Semaninha corrida da pôrra. Violão e voz, peça, flamenco, ensaios, aniversário de sobrinho, provas finais, despedidas. Espero que semana que vem eu respire melhor.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Hysteria/Obsessão

Pois é. Tá foda. Eu não sei se tenho vontade de morrer ou de matar. Manhãzinha complicada no trabalho. Pôrra, eu tenho as minhas convicções, as minhas crenças, a minha visão de mundo e da minha profissão. Mas tudo bem, tudo bem.

Fim de ano é assim mesmo, sempre digo. Nunca tome uma decisão importante em fim de ano. Eu, pelo menos, não posso. Porque ando estressada, irritadinha no último, cansada, morta, podre. Mas tudo bem, tudo bem. Toca em frente.

Pra ajudar, sabe obsessão? Pois é. Obsessão. Aquilo que não sai da sua cabeça? Então. É assim. E obsessão só tem duas curas: ou a gente resolve logo e mata, ou desencana sem resolver. Mas enquanto isso, é difícil, ai como é difícil.

Então ouço Hysteria, da galera do Muse, e grito no carro, dirigindo. Então vejo o clipe e tenho vontade de fazer igualzinho ao cara. Medo de mim.




it's bugging me, grating me
and twisting me around
yeah I'm endlessly caving in
and turning inside out

'cause I want it now
I want it now
give me your heart and your soul
and I'm breaking out
I'm breaking out
last chance to lose control

yeah it's holding me, morphing me
and forcing me to strive
to be endlessly cold within
and dreaming I'm alive

'cause I want it now
I want it now
give me your heart and your soul
I'm not breaking down
I'm breaking out
last chance to lose control

and I want you now
I want you now
I feel my heart implode
and I'm breaking out
escaping now
feeling my faith erode

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Hominho

Tem dias que não dá: eu realmente não to a fim de papo mulherzinha, não consigo nem ouvir voz de mulher. Que dirá voz de mulher conversando papo mulherzinha. Ah, dá um tempo.

Eu ando estressada mesmo, faz um tempinho, e eu sabia que essa semana ia ser foda. Segunda tenho que entregar todas as notas, e ainda tem 12 pacotes de exercícios pra corrigir até lá (e depois somar todas as notas e fechar as médias, fora as faltas). E eu não tenho mais minhas tardes livres, nem aquela uminha tardezinha livre que eu tinha. Então desde domingo de noite eu já tava de bode prevendo essa semana de merda. E realmente tá foda. Ando me arrastando pelos corredores do colégio, pela vida. Implorando por férias. Que ainda vão demorar 23 dias, oh, meu amigo calendário. Daí vem stress. Eu acordo de mau humor, depois melhoro, daí vem uma cambada de boçais e estraga tudo. Por dois motivos. Porque eles são meio boçais, mesmo, mas também porque eu exagero. Over. Reacting. Total. Nem era pra tanto.

Daí que fodeu meu dia. Chego em casa e tenho míseros 20 minutos pra comer, fumar e descansar, antes de encarar a segunda jornada do dia. Engulo a comida, tentando ver TV, mas minha mãe quer conversar, porque ela ficou sozinha em casa a manhã toda e tá carente, doida pra falar, perguntar como foi minha manhã e falar de coisas absolutamente sem importância nesse momento. Eu só quero silêncio e paz. Posso? Não, sou grossa. E 5 minutos no sofá me deixam pedindo por 5 horas no sofá, canal do Telecine aberto, assistir a qualquer coisa e dormir, dormir. Mas o lazarento do relógio me mostra que já é hora de ir embora. Há humor que suporte??

Daí não dá. Ando mau humorada, mesmo, de bico, cara de cu. Que eu sei fazer uma cara de cu como ninguém. E nem é culpa dos outros, claro que não. Mas tô de bode, então não vou ficar fingindo cara de feliz. Não me vem com bagunça, não me vem falar durante o filme! Não me vem com papo mulherzinha, mulherzinha besta e sonhadora, inocente e criança; acorda, Alice!

Nessas horas, ah, nessas horas... sou meio homem com H. Não tenho paciência pra você, minha flor. Te vira. Mas não vem falar comigo, não. Não vem me contar, que tem dias que eu até consigo forçar um sorriso e tirar algo idiota da minha mente pra dizer, algo que você entenda. Mas hoje não vale o esforço. Tô chata. Hoje sou homem vendo futebol: do not disturb.